Publicado por: tathianatrocoli em: 12/06/2009
Uma paciente chegou esta semana avisando que vai suspender por 2 semanas as terapias porque vai se submeter à técnica de Contenção Induzida. Eu já tinha lido um pouco à respeito, mas estava meio desatualizada, então resolvi pesquisar mais sobre o assunto.
A terapia por contenção induzida, ou terapia de restrição, consiste no treinamento intensivo, praticando repetições de atividades funcionais, com a restrição do membro superior não-parético durante duas semanas e vem sendo muito utilizado em pacientes com hemiparesia pós-AVE. A aplicação da técnica tradicional tem a duração de 6 horas diárias durante 2 semanas. Mas já está comprovado cientificamente que o protocolo adaptado, com duração de 3 horas diárias por 2 semanas, também obtém resultados positivos, com menor fadiga muscular e irritabilidade por parte do paciente.
A eficácia da Terapia por Contenção Induzida se baseia na superação da teoria do desuso (“learned nonuse”) e na reorganização cortical uso-dependente. O aprendizado do desuso do membro comprometido é comum em pacientes com alteração do engrama corporal, que acabam transferindo as atividades motoras para o lado não-parético. A superação desse desuso ocorre através de um treinamento intensivo e de uso forçado do membro superior parético.
A lógica da técnica mora no ditado popular: “a necessidade é a mãe de todas as virtudes”! Quando o paciente precisa fazer um movimento, claro que é mais fácil e mais rápido fazê-lo com o membro não-comprometido. Portanto, com a contenção, o paciente se verá obrigado a realizar a atividade com o membro parético e vai descobrindo estratégias para estimular este lado. Mas é importante ressaltar que é necessário um mínimo de movimento, ou seja, pacientes plégicos não se beneficiariam com a técnica.
Fontes:
- ASSIS et al. Terapia de restrição para uma criança com paralisia cerebral com hemiparesia: um estudo de caso. Acta Fisiátrica 2007; 14(1): 61-65.
- PAGE et al. Modified constraint-induced therapy in chronic stroke: results of a single-blinded randomized controlled trial. Physical Therapy 2008; 88(3): 333-340.
Para mim, você ter escrito sobre este tema foi muito motivador. Principalmente, porque na faculdade pouco foi falado sobre a “Terapia por Contenção Induzida”, além de ter ficado aquela impressão de ser um método meio “atrasado” de tratamento. Também vou buscar maior conhecimento neste assunto. Obrigada por passar as referências.
Beijos!
Estou buscando informações para submeter meu filho à contenção induzida, e é muito animador ouvir opiniões positivas de profissionais da area. Meu filho tem 3 anos e tem hemiparesia.
12/06/2009 às 5:40 pm
espero q esta sua paciente tenha muito sucesso nesta empreitada!!!!!Q bom saber q vc foi estudar o assunto bjo adorei o blog não consegui ler tudo ainda.
Não chore!!!!!
I’LL BE BACK…..bjos