Tai Chi e Qigong para Tratamento na Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa progressiva que resulta da combinação de fatores genéticos e ambientais. Certos genes tornam o indivíduo vulnerável a desenvolver a doença, caso exposto a alguns fatores ambientais.

Infelizmente, a Doença de Parkinson ainda é uma condição que não possui cura conhecida e é lentamente progressiva. No entanto, com o atual arsenal de medicamentos e técnicas cirúrgicas disponíveis, é possível controlar de modo satisfatório a grande maioria dos pacientes com Doença de Parkinson. O tratamento mais eficiente atualmente é a levodopa, substância que é transformada no cérebro em dopamina, corrigindo a deficiência produzida pela doença. Existem alguns efeitos colaterais do seu uso, como por exemplo a irregularidade de ação da droga (o paciente alterna momentos sob efeito do medicamento – período “on” – com outros momentos onde não ocorre seu efeito – período “off”) e a ocorrência de movimentos involuntários, sobretudo quando a levodopa está agindo (são as discinesias induzidas por levodopa).

Além de medicações, outros tratamentos para a Doença de Parkinson envolvem medidas como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e cirurgias. Outras propostas alternativas estão sendo revisadas atualmente com resultados positivos, incluindo modalidades como o Tai Chi e o Qigong (lê-se “chi kung”).

qigong

De acordo com a Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental,  o Tai Chi é uma atividade de baixo impacto cujos benefícios são, entre outros, fortalecer o Sistema Esquelético, Muscular, ativar o Sistema Circulatório, Endócrino e colaborar na produção de endorfinas. O Qigong, por sua vez, é uma disciplina da Medicina Tradicional Chinesa que utiliza a energia vital (Qi) para tratar doenças, promover a saúde e longevidade, expandir a mente, alcançar diferentes níveis de consciência e desenvolver a espiritualidade.

Na revista Parkinsonism and Related Disorders foi publicada uma metanálise destas modalidades no tratamento de Parkinson, demonstrando que houve melhora para a função motora, balance e qualidade de vida já nos primeiros 2 a 6 meses de prática, num total de 755 pacientes avaliados em 15 artigos incluídos na revisão. Evidências, apesar de mais limitadas, também demonstram efeitos positivos no risco de queda e depressão (veja artigo completo aqui).

 

 

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