Alongamento Antes do Exercício Prejudica sua Performance

A revista Wired apresentou recentemente uma série de estudos que mostrou que os alongamentos intensos antes do exercício físico não nos ajuda a melhorar nossa performance. Muito pelo contrário!

De acordo com a revista, foi publicado na edição de Setembro do Journal of Strength and Conditioning Research que o alongamento estático antes do exercício diminuiu a endurance de corredores e tornou seu corpo menos eficiente.

O estudo realizou testes com 10 corredores de longa e média distância, todos do sexo masculino, fazendo-os correr a mesma distância em dois dias diferentes com um descanso de 72 horas entre eles. Os pesquisadores dividiram a corrida em 2 partes de 30 minutos, com o primeiro teste para gasto calórico e o segundo teste para avaliar a endurance. Em um dos dias, os participantes realizaram alongamentos de rotina antes da corrida; no outro dia, após 72 horas de descanso, os corredores aguardaram em repouso antes do exercício.

Durante o primeiro intervalo, os participantes correram com 65% do seu VO2 máximo, mantendo um ritmo constante. Os pesquisadores encontraram que, quando os corredores alongavam antes do exercício, eles queimavam em média 5% mais calorias durante a corrida do que quando não realizavam o alongamento. Queimar mais energia para correr a mesma distância indica que seu corpo funcionou menos eficientemente após o alongamento. Na segunda metade, os participantes correram o mais rápido possível em uma esteira por 30 minutos. Quando os corredores não alongavam, eles percorriam uma distância 3,4% maior do que quando alongavam.

Segundo os autores da pesquisa, “quando você levanta um peso, o maior dano ocorre quando você está alongando o músculo” (contração excêntrica).

Alguns profissionais atualmente preferem alongamentos dinâmicos para os atletas, no lugar de alongamentos estáticos. É preferível aquecer a musculatura antes dos exercícios, evitando assim lesões musculares, realizando alongamentos após a atividade para melhorar a flexibilidade.

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Por que malho tanto e não emagreço?

É a pergunta que não quer calar. O verão está chegando e todo mundo agora se preocupa um pouco mais com as gordurinhas adquiridas durante o inverno, à base de muito fondue de queijo e chocolate quente. E justo agora um novo estudo chegou para deixar os neuróticos ainda mais desesperados.

A atividade física faz bem para a saúde, é boa para prevenir o estresse e é benéfica de muitas maneiras, isso ninguém pode negar. Mas sozinho, o exercício não faz emagrecer, de acordo com uma nova pesquisa americana. O estudo afirma que se a malhação for acompanhada por uma alta ingesta calórica, não fará você perder peso.

Em outras palavras, para emagrecer é preciso ingerir menos calorias do que se gasta. E como nós gastamos muito menos do que acreditamos ao fazermos exercícios físicos, não podemos nos dar ao luxo de aproveitar a oportunidade para comer mais se quisermos perder peso realmente.

Entretanto, uma outra pesquisa vem em socorro dos viciados em academia e apresenta a hipótese de que o exercício poderia bloquear a tendência natural do corpo de querer reabastecer a gordura perdida após a redução de peso causada por uma diminuição na ingesta calórica. Ou seja, o exercício teria um efeito “reset”, apagando a memória celular que faz com que 90% das pessoas recuperem o peso perdido algum tempo após parar a dieta (o conhecido “efeito sanfona”). Da mesma forma, um outro trabalho, dessa vez realizado na Unicamp com ratos obesos, mostrou que o exercício físico influencia os estímulos enviados a neurônios responsáveis pelo controle da saciedade, fazendo com que eles sentissem menos fome e reduzissem a ingesta alimentar.

Resumindo, não adianta estender a esteira no chão da sala e fazer 1000 abdominais num só dia. Tem mesmo é que comer uma saladinha, cortar os exageros e alimentar-se bem, em associação ao exercício físico. Além da redução de peso, é garantia de bem estar físico e psicológico.

Fontes:
CyberPresse
The New York Times
Women’s Health

As Quatro Etapas do Estresse

O estresse é uma síndrome da atualidade que acomete cada vez mais pessoas e por isso é importante perceber sua instalação antes de começar a arrancar os cabelos ou ter ataques fora de hora.

No jornal canadense CyberPresse, o estresse foi dividido em 4 etapas para facilitar sua identificação com sugestões de atitudes a serem tomadas para tentar melhorar a qualidade de vida e para que a pessoa não se deixe tomar pelo estresse.

 

Etapa 1:

Os primeiros sinais são mais emocionais do que físicos e podem levar um ano para aparecerem.

Sintomas

Vaga ansiedade, humor deprimido, tédio, apatia e fadiga.

O que deve ser feito

Falar sobre os sentimentos, tirar umas férias, mudar hábitos e atividades regulares, ter mais tempo para si mesmo.

 

Etapa 2:

Os primeiros sinais emocionais tornam-se mais intensos e os sintomas físicos aparecem.

Sintomas

Alterações do sono, dores de cabeça, resfriados frequentes, dores musculares, dificuldade de sociabilizar, irritabilidade, aumento da fadiga emocional, humor cada vez mais deprimido.

O que deve ser feito

Mudar radicalmente os hábitos de vida e fazer terapia de curta duração.

 

Etapa 3:

Os primeiros sinais foram ignorados e seu impacto na vida familiar, pessoal e profissional torna-se evidente.

Sintomas

Aumento no consumo de álcool, cigarros e medicamentos, depressão, cansaço, falta de desejo sexual, problemas conjugais, crises de choro, ansiedade intensa, rigidez de pensamento, isolamento social e insônia.

O que deve ser feito

Procurar aconselhamento médico e psicológico.

 

Etapa 4:

Etapa de auto-destruição, que aparece depois de 5 a 10 anos de estresse contínuo.

Sintomas

A pessoa poderá perder o emprego, apresentar sintomas de asma, problemas cardíacos, depressão mais acentuada, baixa auto-estima, problemas para realizar seu trabalho ou gerenciar sua vida pessoal, raiva incontrolável, pensamentos suicidas ou homicidas, espasmos musculares, fadiga crônica, reações exageradas a eventos de menor importância, acidentes frequentes, paranóia, problemas de memória.

O que deve ser feito

Deve-se procurar uma intervenção rápida e eficaz de médicos e psicólogos.

Ginástica Laboral

A Ginástica Laboral é a realização de exercícios físicos no ambiente de trabalho com o objetivo de promover a saúde dos funcionários e prevenir uma série de doenças ocupacionais. Consiste em exercícios de alongamento, relaxamento e movimentos ativos para bombear a circulação sanguínea e proporcionar flexibilidade geral, orientados por fisioterapeuta ou educador físico.

Praticamente todas as funções laborais apresentam algum tipo de esforço repetitivo que pode causar lesões, principalmente na coluna cervical, coluna lombar, ombros, cotovelos e punhos. Sendo assim, a ginástica laboral será direcionada para cada posto de trabalho, de acordo com as atividades desenvolvidas pelos trabalhadores.

Hoje em dia, a ginástica laboral está na moda, pois é uma via de mão dupla: beneficia o trabalhador, evitando que ele desenvolva alguma lesão músculo-esquelética decorrente do sedentarismo e da repetição de movimentos, e consequentemente beneficia o empregador, com menores índices de afastamento do trabalho por doenças ocupacionais. Além disso, melhora a produtividade, diminuindo o estresse e aumentando a motivação do funcionário.

À longo prazo, as pessoas podem tomar gosto pela realização de exercícios físicos e adotar uma prática mais saudável, melhorando a qualidade de vida e promovendo a saúde.

Algumas posturas adequadas e exercícios simples podem ser realizados por todas as pessoas no dia-a-dia do trabalho. É uma forma de evitar dores incômodas no fim do dia e prevenir lesões no futuro.

O importante é você se sentir bem. Caso suas dores estejam mais fortes do que o normal e não se aliviem com exercícios comuns, você deve procurar um médico e um fisioterapeuta, para tratar essas dores antes que elas virem lesões propriamente ditas. É sempre melhor prevenir do que remediar!

A Postura pode Influenciar sua Auto-Confiança

Assumir uma postura ereta sentado na cadeira pode demonstrar sua auto-confiança, segundo um estudo publicado no European Journal of Social Psychology. Aquele que assume uma postura ereta na posição sentada tem mais confiança em si mesmo do que as pessoas que se sentam relaxadas. O estudo foi realizado com 71 estudantes da Universidade de Ohio, nos EUA.

Os estudantes entravam no laboratório, se sentavam numa cadeira e tinham que enumerar por escrito 3 características pessoais positivas e negativas sobre sua performance em um emprego hipotético. Depois os estudantes se auto-avaliavam para determinar se eles seriam bons futuros funcionários. Os resultados desta avaliação mostraram larga correlação com a postura adotada pelos estudantes.

Os estudantes que adotavam uma postura ereta tinham mais chance de se auto-avaliar de modo positivo e de enumerar os pontos positivos sobre eles mesmos. Por outro lado, os estudantes que se sentavam de modo mais relaxado se avaliavam de modo mais negativo.

“As pessoas acreditam em geral que sua auto-confiança vem de seus pensamentos. Eles não se dão conta de que sua postura pode entregar o que eles pensam deles mesmos”, disse Richard Petty, co-autor do estudo.

É a boa e velha “linguagem corporal”, hoje avaliada por muitos profissionais de RH na hora de contratar os funcionários da empresa. Portanto, observe o que seu corpo diz: ele sabe mais sobre você, do que você mesmo!

Texto extraído do jornal CyberPresse

Perigo das bengalas e andadores

Algumas pessoas acham que as bengalas e andadores são maravilhas modernas e que irão colocar o paciente de pé quase que por milagre. Não é bem assim que funciona, muitas vezes as bengalas atrapalham mais do que ajudam. O Fisioterapeuta é a pessoa mais habilitada para saber a indicação de cada dispositivo de auxílio à marcha.

Hoje saiu uma matéria (referência abaixo) falando sobre o perigo destes dispositivos. É um estudo realizado nos E.U.A. que afirma que os acidentes entre os idosos que utilizam bengalas e andadores não são muito comuns, mas quando ocorrem são mais graves.

Provavelmente, isso ocorre porque as pessoas que necessitam destes auxílios já são mais frágeis e possuem uma alteração importante no equilíbrio. Portanto, quando estes idosos caem, a bengala e o andador se tornam perigosos, pois podem atrapalhar as reações de equilíbrio e proteção, e muitas vezes caem em cima (ou ficam embaixo) no momento da queda.

Lembro-me de um treino de marcha que estava realizando com um paciente que eu atendia à domícilio. Eu desci com ele e o cuidador para a área externa do prédio (playground) para realizar este treino em um espaço mais amplo que o apartamento dele. Uma vizinha aproximou-se, provavelmente achando que eu era a “netinha” do paciente, e, tentando ajudar, sugeriu que o treino que eu estava realizando era muito perigoso e que eu deveria estar usando um andador com ele. Aí entra a experiência e o conhecimento do Fisioterapeuta: o paciente em questão era hemiparético, de predomínio braquial. Ou seja, não possuia movimento algum do membro superior afetado, apesar de conseguir manter-se de pé e dar alguns passos. E ele pesava cerca de 120 Kg (acho que esse foi o medo da vizinha). Caso eu tentasse incluir um andador no treino, não poderia ficar posicionada de modo a auxiliar a marcha e o equilíbrio e provavelmente o paciente cairia sobre o andador. Contusão na certa!!

Portanto, antes de indicar um dispositivo de auxílio à marcha, devemos analisar bem a necessidade e consultar os profissionais adequados para tal indicação. Muitas vezes, tentando ajudar, nós podemos causar mais problemas.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1214516-5603,00-BENGALAS+E+ANDADORES+AJUDAM+IDOSOS+MAS+PODEM+CAUSAR+QUEDAS+FEIAS.html

Ameaças da Tecnologia

Hoje li uma matéria surpreendente que fala sobre os acidentes, normalmente domésticos, ocorridos em decorrência da existência de aparelhos tecnológicos em casa (que cresceu 309% nos últimos 13 anos). São tropeções em fios, pancadas com a cabeça (sim, com a cabeça) no computador, laptop que cai no pé…

Esse estudo foi divulgado nos Estados Unidos, na “American Journal of Preventive Medicine”, e avaliou a quantidade de acidentes nos últimos 13 anos, com cerca de 9 mil norte-americanos dando entrada em emergências por ano!!

Nesse período houve um aumento de 732% nos acidentes e as crianças são as mais vitimadas (até aí tudo bem), sendo os cortes as ocorrências mais comuns em todas as faixas etárias (39%). Mas quando consideramos apenas os adultos, as pancadas são as mais frequentes (37%) seguido pela queda de equipamentos (21%). As partes mais feridas são os membros superiores e inferiores.

Para evitar acidentes, a pediatra que conduziu o estudo sugere que os equipamentos devem ficar longe das margens das mesas (ou seja, não deixe seu iMac no cantinho!! Seu bolso também agradece). Uma boa idéia é liberar o caminho antes de transportar as máquinas. E para finalizar, perfilar os fios no rodapé não serve apenas para deixar a casa arrumada; um bom bate-prego poderá evitar alguns tropeços!

Mas cá entre nós, com conhecimento de causa, eu pergunto: como é que uma pessoa consegue parar no pronto-socorro por causa de um laptop? Ou melhor, como é que muitas pessoas conseguem isso? Para haver a necessidade de uma pesquisa, é porque a ocorrência deve ser importante!

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1189600-6174,00-AMEACAS+DA+TECNOLOGIA+TROPECAO+EM+FIOS+E+PANCADAS+NO+PC+CRESCEM.html