MetaLimbs: a mochila que traz um par de mãos controladas pelas suas pernas

Lembram do Dr. Octopus, vilão dos quadrinhos do Homem Aranha? Na história, ele é o cientista que criou tentáculos hidráulicos para manusear de forma mais segura isótopos radioativos e, por causa de um acidente de trabalho, ele ficou preso aos tentáculos e virou o arqui-inimigo do super herói aracnídeo.

OctopusHD

Voltando à vida real, uma mochila criada por japoneses promete trazer um par de mãos acopladas a uma mochila que são controladas pelos movimentos das suas pernas e pés.

metalimbs

Os cientistas da Universidade de Keio e da Universidade de Tóquio, criadores da engenhoca, dizem que a ideia é tanto ajudar aqueles que são mais multitarefas e precisam uma ajudinha extra (quem nunca tentou abrir uma porta enquanto segurava o seu café em uma mão e o notebook na outra?), mas também auxiliar pessoas que tiveram braços amputados.

Os sensores são adaptados aos membros inferiores e são capazes de captar os movimentos das pernas e dedos dos pés e reproduzir os mesmos movimentos nas mãos e braços robóticos.

Teoricamente, o MetaLimbs foi desenvolvido de modo a ser utilizado na posição sentada, onde temos maior liberdade de movimento nas pernas. Porém, dependendo da habilidade do usuário, é possível também ser utilizado em pé. Os engenheiros ainda afirmam ser possível trocar as mãos robóticas por outras ferramentas, o que permitiria utilizar o equipamento em funções laborais mais perigosas para as mãos humanas.

Abaixo está um link para o vídeo que mostra a funcionalidade do equipamento.

MetaLimbs
Fontes:

Pernas Biônicas para Paraplégicos

Recebi ontem o link de um vídeo da TechCrunch sobre as novas eLEGS, um exoesqueleto produzido para devolver a habilidade de andar para indivíduos paraplégicos. Sabemos que tecnologia similar já vem sendo testada pelos militares, com o objetivo de desenvolver super-soldados que conseguem carregar muito mais peso sem perder agilidade e força. Entretanto, a empresa Berkeley Bionics, em Silicon Valley, testará o exoesqueleto em breve para pacientes paraplégicos.

Segue abaixo o vídeo postado na TechCrunch.

A Era Biônica

Tudo aquilo que antes parecia ser produto da imaginação de grandes escritores de ficção científica está se aproximando rapidamente da realidade.  A tecnologia segue o caminho das descobertas científicas em prol dos pacientes. Muitas profissões estão sendo orientadas a este novo mercado e muitas pessoas estão se beneficiando com as novas pesquisas científicas.

Na revista National Geographic Brasil deste mês saiu uma matéria bem completa sobre avanços na medicina de reabilitação, que cada vez mais se utiliza de próteses biônicas para substituir membros amputados, olhos artificiais para pacientes que perderam a visão em decorrência de uma lesão periférica e até mesmo implantes cocleares para devolver a audição àqueles que já não podem mais ouvir.

O “Livro do Cérebro”, edição especial da revista Mente&Cérebro lançada no ano passado, também traz um resumo sobre tecnologias que se tornam mais sofisticadas a cada dia, principalmente no campo de pesquisas direcionadas à criação de dispositivos para ajudar pessoas com lesões no sistema nervoso. Alguns softwares já estão em testes, possibilitando que pacientes tetraplégicos utilizem computadores e outros dispositivos usando a força do pensamento (na forma de chips que captam os sinais elétricos).

É também utilizando o pensamento que algumas próteses de braços podem ser movidas. A nova tecnologia utiliza-se do esquema corporal, intacto no cérebro após uma amputação, que envia sinais aos nervos periféricos não afetados pela lesão, sinais estes que podem ser captados por meio de eletromiografia de superfície. Uma vez os estímulos sendo corretamente percebidos e interpretados pelos sensores no suporte da prótese em contato com o coto de amputação, o movimento pode ser realizado como se fosse um braço humano normal.

A grande façanha desta nova prótese está na conexão entre máquina e nervos. Não daria para plugar um nervo periférico diretamente nos cabos do computador. Portanto, os pesquisadores aperfeiçoaram uma técnica para redirecionar os nervos seccionados até outros músculos residuais para tentar amplificar seus sinais. Estes nervos permanecem com o mapa corporal aproximado, localizado no córtex motor, e sua percepção pode ser resgatada aos poucos. Os pacientes podem até mesmo sentir partes do membro fantasma ao tocar em determinadas partes do coto. Depois disso, o treinamento tem que ser individual e lento, captando o que cada estímulo significa em termos de movimentos.

Mão Biônica para Amputados

A empresa inglesa Touch Bionics apresentou na revista Wired a primeira mão biônica para pacientes com amputações parciais. O nome do dispositivo é ProDigits e funciona como substituição dos dedos da mão, utilizando músculos e dedos remanescentes. Com esta nova prótese, o paciente consegue apontar, dobrar os dedos, tocar e pegar objetos, fazendo o movimento de pinça.

A prótese capta sinais dos músculos dos dedos remanescentes ou da palma da mão, através de sensores mioelétricos. Também pode utilizar sensibilidade à pressão para perceber os estímulos. Além disso, os dedos da mão biônica possuem sensores que detectam quando eles estão fechando em volta de um objeto, o que permite que o paciente consiga pegar um copo, por exemplo. 

Abaixo segue o vídeo que demonstra como a prótese funciona.

iPhone Integrado à Cadeira de Rodas

Com mais uma nova tecnologia integrada ao atual sucesso do iPhone em todo o mundo, a Dynamic Controls, empresa com sede nos EUA e na Inglaterra, acaba de anunciar o lançamento de um aplicativo para controlar a cadeira de rodas.

Funciona assim: o usuário acopla seu iPhone ou iPod touch na cadeira de rodas e, através do Bluetooth, passa a ter informações em tempo real sobre velocidade, direção e estado geral da cadeira. Pode também utilizar outros aplicativos de seu interesse, Wi-Fi e um carregador de iPhone para a cadeira.

O lançamento foi anunciado para Abril de 2010 e parece que vai exceder as expectativas de vendas, de acordo com a recepção dos usuários na RehaCare, um evento sobre reabilitação na Alemanha, onde o novo programa foi apresentado pela primeira vez.

Nintendo Wii® como Ferramenta na Reabilitação

A tecnologia vem chegando com força em todos os ramos de atividade no mundo inteiro. No Brasil, as empresas têm se modernizado e com isso exigem pessoas com maior preparo para atuar com as novas tecnologias. É o que acontece também na área da saúde. Novos aparelhos de ventilação mecânica que só faltam fazer cafezinho! Equipamento ultra-modernos de eletroterapia que prometem diminuir cada vez mais o tempo de reabilitação. E por quê não unirmos o útil ao agradável? Por quê não utilizarmos um vídeo game para reabilitar?

O Nintendo Wii® chegou com uma proposta diferente dos demais consoles de vídeo game até então fabricados. Com seus controles wireless, trata-se de uma forma de jogar sem necessariamente ficar sentado no sofá, sedentário. Você joga participando verdadeiramente dos movimentos dos seu “avatar” (personagem no jogo, chamado neste caso de Mii). Você pode jogar tênis realizando os movimentos próprios do jogo; pode lutar boxe com um colega, sem precisar realmente machucá-lo; pode jogar voleyball e transpirar tanto quanto se estivesse em uma quadra; e, mais recentemente, foi lançada uma balança que pode ser utilizada para fazer exercícios de yoga, propriocepção de membros inferiores e superiores, exercícios aeróbicos e de fortalecimento.

De olho nesta nova tecnologia à serviço da saúde, diversos hospitais e centros de reabilitação em todo o mundo estão utilizando o Nintendo Wii® como ferramenta da Fisioterapia, para ajudar os pacientes a se recuperarem das sequelas de lesões como o AVC, o trauma raquimedular e outros tipos de lesões neurológicas. Os pacientes jogam neste sistema durante a sua sessão de reabilitação, sob supervisão de um profissional fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional. Alguns pacientes acabam adquirindo um console para uso pessoal, para se divertir e para aprimorar ainda mais  a sua reabilitação.

Os terapeutas que trabalham com essa nova ferramenta afirmam que a utilização do Nintendo Wii® no processo de reabilitação ajuda os pacientes a recuperarem o equilíbrio, a coordenação motora, a resistência cardiorrespiratória e a força muscular de braços e pernas. É uma forma lúdica de terapia que não deve substituir inteiramente a terapia convencional, mas serve como mais uma ferramenta da reabilitação, facilitando a adaptação e recuperação do paciente.

Os pacientes, por sua vez, adoram! Eles afirmam que esta forma de Biofeedback é uma maneira muito mais divertida e mais empolgante de realizar os exercícios de reabilitação. A base teórica para o seu funcionamento está nas teorias de aprendizagem,  que dizem que é através do desafio que se conquista as grandes vitórias.

Fontes:
Nintendo Wii
The Global Game Industry Network
Joystiq

Biofeedback Eletromiográfico

É uma técnica de aprendizado definida como processo de monitoração de eventos fisiológicos internos, normais e anormais, geralmente realizado por meio de equipamento eletrônico e eletrodos de superfície colocados nos músculos. Essas informações são apresentadas em forma de sinais visuais e auditivos para que o paciente aprenda a regular esses eventos que até então eram inconscientes.

Pode ser utilizado para informar o paciente das atividades musculares, entre outras coisas, com o objetivo de controlar pelo aprendizado as respostas fisiológicas, favorecendo o controle voluntário dos movimentos (controle motor); interação sensório-motora do circuito lesado; percepção da coordenação motora mais elaborada; além da redução da dor, através do relaxamento muscular.

É indicado para o tratamento das deficiências do sistema neuromuscular que resultam em perda da coordenação voluntária dos músculos ou perda parcial da força muscular temporária, principalmente aquelas nas quais haja uma alteração sensitiva associada. Indicado também para melhorar as sincinesias e para o controle da espasticidade.

Dentre as várias aplicações do BFB-EMG destacam-se a reabilitação motora, o treinamento esportivo, a reabilitação de lesões esportivas, o controle da frequência cardíaca, da pressão arterial e da irrigação sanguínea periférica, o controle emocional etc.

As contra-indicações podem ser consideradas relativas ou absolutas. Como absolutas temos: casos de músculos plégicos, pois é necessário que haja contração muscular (ou mesmo apenas um esboço) e a falta de colaboração do paciente, pois é uma técnica que exige a atenção do mesmo. Como contra-indicações relativas temos: déficit visual importante, pois o paciente deve interpretar o gráfico, alterações de funções corticais superiores como afasia de compreensão ou apraxia motora.

Dependendo do objetivo terapêutico, o BFB-EMG pode ser aplicado por diversos profissionais da área de saúde, entre eles: médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, educadores físicos, entre outros. Para isso, é necessário que o profissional possua conhecimento de neuroanatomia, fisiopatologia, topografia muscular, cinesiologia, biomecânica, eletroneuromiografia, controle e aprendizado motor.

O BFB-EMG traz informações em tempo real, dando ao paciente e terapeuta um feedback imediato do movimento realizado; ele armazena as informações para posterior comparação e avaliação; não é invasivo e é uma técnica totalmente indolor; não apresenta efeitos colaterais; e induz a atenção e motivação do paciente. O método torna-se benéfico quando aplicado com a consciência de suas limitações.

Fontes:

–          Basmajian JV. Biofeedback: Principles and Practice for Clinicians. 3a. ed. Hamilton: Williams & Wilkins; 1989

–          Botelho LAA, Godoi JAF. Eletromiografia-Biofeedback na medicina de reabilitação. In: Lianza S. Medicina de Reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. p. 257-64

–          Glanz M, Klawnsky S, Chalmers T. Biofeedback therapy in stroke rehabilitation: a review. Journal of the Royal Society of Medicine. 1997; 90: 33-9